quinta-feira, 9 de julho de 2009

Montreal + Festival de Jazz + Bia = Felicidade.

Cheguei em casa depois do trabalho, peguei a mochila e encarei o metro até o Festival de Jazz.

Estar no Festival, para mim, é estar na essência da civilização. Arte, respeito, democracia, tolerância. As pessoas estão alegres. Bebem, mas não ficam bêbadas, não arrumam confusão. Ficam soltas, dançam, se abraçam. Diferentes línguas são ouvidas, rostos de todos os tipos, roupas lindas, feias, chiques, bregas, relax, gravatas. Já cheguei de cara ouvindo o grupo brasileiro "Academia Estadual de Jazz", na qual o contrabaixista é um cara do Casseta e Planeta. Sonzera! Fora o calor, o sol na pele, pessoas dançando sozinhas ou em grupo. Um crepe delicioso completa minha alegria (e um DVD da Diana Krall também) e vou para o show da Bia.

A Bia era até hoje a irmã da Olga para mim. Por mais que eu tivesse os CDs, e já tenha tido a oportunidade de jogar conversa fora com ela e o Eric, sempre foi a "irmã da Olga e do Antônio". Estava curioso para ver a apresentação pois nas oportunidades anteriores tudo foi meio prejudicado: uma vez um show na rua, e outra um show em Floripa, super intimista e no qual Bia confessou ficar um pouco nervosa na frente de tantos amigos e familiares. Agora era minha chance de ver qual era...rs

O teatro, pequeno, é novo e aconchegante. Com mesas e garçonetes. Pedi um vinho e sentei numa mesa com um casal de franceses (com cara de aposentados) e puxei papo. O cara tinha um CD mas a esposa, ou namorada, sei lá, não conhecia. Aí a noite já tava pintando que ia ser muito agradável.

"Com voces: BIA!!!!" - muitos aplausos, mas tudo meio burocrático. Tava na cara que a platéia não era feita de fãs habituais, ou de brasileiros, ávidos por qualquer chucalho verde amarelo. Fiquei com medo. Quando eu conheço o artista, fico meio solidário. Quero que tudo dê certo, quero que as pessoas gostem. E logo de cara o baixo do Eric tem um mau contato e a Bia sai falando, fazendo piada sobre o fato para contornar a situação. Eu já tava suando.

Mas o que aconteceu depois me deixou meio bobo. Entendi porque a Bia existe para os franceses. Ela não tem medo. Se atira na platéia (literalmente rs) e mostra que tem valor. Mostra uma personalidade que eu não conhecia ainda. Não parecia o Festival de Jazz. Parecia uma tarde na sala da casa dela, onde ela conduz os convidados por suas viagens musicais. Nitidamente ela se diverte, e com isso nos divertimos todos. Os arranjos estavam impecáveis e os músicos, o que achei muito gostoso, não só tocam, mas interagem. Estamos numa Jam Session aberta.
Agora entendo porque os CDs da Bia são um pouco estranhos pra mim: ela não cabe neles. Ela é uma show-girl, conquistadora, sedutora, e ficamos ali meio com cara de bobo, querendo pegar um caixa de fósforo pra batucar também. Isso sem dizer que quando tocou Olga Maria meus olhos se encheram d'água. Nem sei porque, mas é como estar repentinamente em casa. Afinal, eu CONHEÇO Olga Maria...rs. No final, aplausos muito entusiasmados, de quem parece que vai sair correndo pra comprar o disco. O público amou.

O vinho estava ótimo, os quebecois estavam muito felizes, e quase me pediram pra chamar a Bia pra uma foto. Mas, sei como são essas coisas, o após show é qualquer coisa menos calmo. Então ficou pra outra hora. Mas agora não mais como "irmã da Olga e do Antonio". Não. Agora Bia é velha conhecida minha, e de todos os outros que partilharam a maravilhosa noite de hoje no Festival de Jazz.

Bia, avise dos próximos que vou arrastar todo mundo do trabalho!


(P.S.: brasileiro é bicho meio chato né? Tem sempre um brasileiro na platéia que grita algo em portugues antes da música acabar só pra mostrar que está ali. UIA!!)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Próximo bichinho...

Xu, já escolhi o gato que a gente vai criar!

sábado, 23 de maio de 2009

Zé Rodrix


Como dizia Rodrix, que faleceu ontem, dentro da baleia a vida é tão mais fácil....

Vai com Deus Zé!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Alô Montreal! Tá na hoooooora!!!

A Primavera chega em Montreal já meio atrasada. Ela vem num esforço descomunal das árvores em lançar seus pequenos brotos, no gramado que esverdeia a paisagem e no termômetro que sobe um pouco. Mas a Primavera chega, digo assim, chega pra valer mesmo, quando surgem as tulipas!
Vindas de todos os lados, de todas as cores, elas sim fazem soar as trombetas e gritam aos ventos: A Primavera chegou! 
É hora de encher as retinas com o colorido que invade. É hora de esquecer a neve e receber o sol, os passeios, os parques, o jazz....

Viva Montreal e suas tulipas!!!!


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Je marche mieux quand ma main serre la tienne...

Tres anos...

Quanta coisa! Quanta mudança, quanta vitória. Quantas batalhas, quantas tréguas, muitas comemorações. Quem escolhe arriscar, escolhe viver. E a cada passo dado, algo fica guardado no castelo que vamos construindo. 
Amar é serenar, é estar em paz. É soltar o barco e se deixar levar.
 
É a leveza da pluma, que leve, muito leve, pousa. Simples e suave coisa...

sábado, 25 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Magog

Sábado fomos em uma cidade que fica a uma hora de carro daqui de Montreal. Chama-se Magog. Bem bonita a região, que circunda um lago muito bacana. No final do passeio fomos a um monsteiro onde se fabricam queijos e cidra. 
O Maurício e a Lana foram com a gente. 






terça-feira, 7 de abril de 2009

link

Tá, isso aqui tá meio parado...

Mas pra não ficar assim tão jogado às traças, mando um link para um texto que escrevi. Deve ser meio polêmico mas aí é que é bom... rs

quinta-feira, 26 de março de 2009

A paz é 10!

Montreal is a paradise of virtue compared to Rio and Mexico 
    
By JOSH FREED, The Gazette, March 21, 2009 
  
I was walking down St. Urbain St. late Wednesday night - on a lonely, deserted stretch of pavement. Yet it felt as safe as my living room. 

That's because I've recently spent time in two world crime capitals - Rio de Janeiro and Mexico City - that reminded me just how innocent Montreal is. 

Last week I was in Rio, a staggeringly beautiful Brazilian city with endless beaches and miles of string bikinis. 

During the day, Rio feels like any first-world city, with sleek high-rises, fashionable shops and streets bustling with shoppers. 

But once the sun sets, you fear for your safety, because everyone tells you to - from your hotel clerk and other locals to the Lonely Planet Guide that warns: "Tourists seen downtown at night are considered fair game for muggers." Every second Rio resident seems to have been mugged. Many advised us to not to wear jewellery or carry much money, apart from 50 Brazilian reals (about $25) - the minimum mugger's fee you should hand any robber if you don't want him to get annoyed. 

Robberies are rarely violent, however, and sound more like business transactions. They say, "Hi! My name is Jorge and I'll be your mugger tonight." Then you hand over 50 reals and they disappear. 

As instructed, we took taxis everywhere at night or stuck to crowded streets filled with Rio residents who were also seeking safety in numbers. During my week there, nothing happened - but I paid the price in paranoia, studying every passerby with suspicion. 

Are those two young guys following me? What about those two old men with canes? Or that nun - could it be a disguise? Even schoolchildren seemed scary, and they should - because 13-year-olds with guns are the most lethal force in town. 

Most of the crime stems from the huge gap between rich and poor in this city of about eight million. Rio has an enormous middle class, but it also has huge shantytowns, called favelas, where millions live in slums. 

These are grim twilight zones where even police rarely tread. Many favelas have their own informal justice system where tough law and order is dispensed by teenage "drug lords" who are often dead by 17, in a Brazilian version of West Side Story. 

This violence leaks out of the favelas and into the street, causing much of the crime. 

After a week in Rio, you somehow get used to it and learn where to walk at night, like all the other law-abiding Rio residents. 

But things can go wrong. Gregory, a schoolteacher we got to know, walked out of his ATM booth and was followed onto the bus, where he was robbed and shot through the middle of his chest. 

Like most Brazilians, he takes it philosophically, with the optimism that marks this ever-cheerful carnival of a country. 

It's summed up perfectly by an old Brazilian saying: "If you have a problem and you worry about it, then you have two problems." Yet even Rio's problems are outdone by Mexico City, where I visited earlier this year. It's another sprawling city with vast slums, and Mexico is plagued by an organized crime war that caused 5,000 murders last year alone. 

But Mexico has an added danger - kidnappings. Last year, there were more than 1,000 kidnappings reported, though many unofficial estimates put it as high as 4,000. 

A Mexico City filmmaker friend of mine knows six people who were kidnapped in recent years - like her friend's father, who was seized in his own home and held for $100,000 in ransom. 

Another friend was grabbed off the street in a so-called "express kidnapping" and forced to withdraw money from her ATM. 

But my friend says: "You never call the police - they're often part of the extortion and will just charge you more." As in Rio, I learned to adapt - but I eyed everyone carefully, partly for my own good and partly to spare my friends back home from having to raise money for my ransom. 

Both Rio and Mexico City are colourful, exciting cities, and I loved visiting them. But it's a pleasure to be back in peaceful Montreal, where we had 29 murders all last year, the lowest homicide rate of any big Canadian or U.S. city. 

In many parts of the world, murder and kidnappings are just daily life, but here they're as rare as being struck by lightning. Stephen Harper keeps talking about tough new laws to fight Canada's crime wave, though crime has fallen steadily since the mid-1970s. 

Perhaps Harper should take a visit to Rio and Mexico - and see what crime is like. 

segunda-feira, 9 de março de 2009

Wine Experts

Sexta feira passada rolou o:

1o Montreal "Degustation" Festival!!

Eu e a Ila preparamos com carinho a casa para receber nossos amigos. Escolhemos os vinhos e eu preparei uma breve apresentação sobre cada um, e sobre vitivinicultura em geral. Foi muito agradável e ainda rolou um risoto de gorgonzola. Isso sem contar as sobremesas e o café do nosso barista Fernando. 

No final da degustação rolou um vinho surpresa e como o Adilson e a Bia, e o Fernando e a Ju adivinharam de quais uvas ele era feito, ganharam um livrinho de lembrança da noite. 

A casa foi pequena, como dá pra perceber pelas fotos, mas acho que todos adoraram o evento!



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Bem vinda ao nosso mundo.


Amar é escolher percorrer um caminho arriscado. É aceitar ser menos você. É desaprender e aprender, e tudo ao contrário de novo. É diminuir e, em diminuindo ser maior. É refazer viagens, é experimentar novos sabores. É calar quando se quer falar, e renunciar ao silêncio quando necessário. É apreciar o caminho mais do que a chegada. É tomar partido do seu partido. É ter refúgio e não ter. É se sentir menos só, na soma das solidões. É saber que toda estrada tem seus perigos, e que eles vem e vão como as curvas que nos mostram novas paisagens. E tudo isso e nada ao mesmo tempo. Porque nunca sabemos onde vamos, mas confiamos. 

Confiamos que tudo vai dar certo.


sábado, 31 de janeiro de 2009

Snow shoes

Hoje fui, pela primeira vez, andar de snow shoes. Foi no Mont-Royal, com o pessoal da Bombardier. Temperatura suave de -13, com vento. Mas o dia estava lindo e foi um passeio muito bonito. Valeu muito e já quero comprar snow shoes aqui pra casa.

Preparação para a trilha.

Eu e o Maurício.

Povo andando em fila, pra aproveitar a neve já mais esmagada...

Teve até pausa para um chocolate quente no meio da trilha.

Parece que eu estava animado? É que na verdade eu tava congelado...


Fim da trilha, no nosso QG.


Meme

Fui indicado pela Ila pra fazer o Meme abaixo. 

- colocar o link de quem te indicou para o meme-selo;
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.


Seis fatos aleatórios sobre mim:
1. Gosto de dormir coberto. Mesmo estando calor. Pé descoberto então, não durmo de jeito nenhum...
2. Geopolítica é uma paixão.
3. Gosto de ficar em casa. Gosto de sentar no tapete, ver TV ou ler um livro. Cozinhar algo, ou beber um vinho. Casa é MUITO bom.
4. Já tive uma coleção de cartões-postais. Daí talvez venha minha curiosidade de conhecer lugares. Por outro lado, o que me empurra para as viagens não é tanto a curiosidade pelo novo quanto o tédio pelo velho...
5. Gosto do frio! Gosto de inverno, de casaco, de luva, de neve. O verão é legal também, mas nada como um bom inverno. 
6. Não passo correntes, nem nada parecido. Fico sem graça. Portanto, acho que não vou indicar ninguém...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tá, faz tempo que não escrevo mesmo. Mas mamãe estava aqui, e tinha coisa mais legal pra fazer. Mãe é bom! Só ela mesmo pra cozinhar coisas que eu gosto e que dão o maior trabalho. Aliás, só ela pra visitar o filho neste frio. 

Infelizmente o jogo de hóquei de amanhã foi cancelado pois vai nevar uns 20cm. Fica pra semana que vem. Enquanto isso vou praticando patinação. Aliás esse final de semana levei meu patins pra afiar e dei umas voltinhas no lago do Parc Mont-Royal. To meio enferrujado, mas pretendo treinar todo final de semana. 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sortidos

Você já sentiu frio no olho? Pois com -20C você vai sentir. Mas é claro que tem que levar na esportiva, sentindo a coriza (meleca mesmo!) congelar, ou observando a camada de gelo que se forma na janela POR DENTRO do carro. Tudo na santa paz do polo norte. 

Fui desafiado esses dias e respondi na lata: de carnaval, futebol e hóquei no gelo todo brasileiro entende um pouco. Pois vou mostrar a malemolencia e a ginga brasileira num amistoso de hóquei com o pessoal do trabalho. Bom pra estreiar minha camisa do Canadien. 

Ah, e o Impact, time de futebol daqui vai jogar agora em Fevereiro pela Concacaf, valendo vaga na semi-final. O jogo vai ser no Estádio Olímpico, coberto (óbvio). A TOI estará presente, empurrando nosso scratch tricolor rumo à Toquio.


E por último, voces se lembram de Mont-Tremblant, lugar onde fui com minha mãe e que coloquei umas fotos aqui? Hoje amanheceu -40C por lá...

(Parabéns à Mari pelo nascimento da Sofia!!!)