domingo, 13 de dezembro de 2009
Feliz Natal!!!!!!
sábado, 12 de dezembro de 2009
Se eu pudesse dar a alguém um único conselho, seria este:
US (Polish-born) composer & pianist (1886 - 1982)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Filósofo de Guaranhuns
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
País do 171
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Sou fã da Arendt!
Contundente
Texto de César Benjamin, sobre seu artigo anterior, ao qual me referi no post abaixo:
DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os “verdadeiros motivos” do meu artigo “Os Filhos do Brasil”. Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: “por quê?”, ou, em forma um pouco expandida, “por que agora?”. A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa. Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.
Há meses a Presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal.
Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.
O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical -ou seja, recolhidos por imposição do Estado- estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos. Reativam-se salas pelo interior do país e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços. O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres.
Como se fosse pouco, prepara-se uma minissérie com o mesmo título para ser exibida em 2010 pela nossa maior rede de televisão que, como as demais, também recebe publicidade oficial. Desconheço que uma operação desse tipo e dessa abrangência tenha sido feita em qualquer época, em qualquer país, por qualquer governante. Ela sinaliza um salto de qualidade em um perigoso processo em curso: a concentração pessoal do poder, a calculada construção do culto à personalidade e a degradação da política em mitologia e espetáculo. Em outros contextos históricos isso deu em fascismo.
O presidente Lula sabe o que faz. Mais de uma vez declarou como ficou impressionado com o belo “Cinema Paradiso”, de Giuseppe Tornatore, que narra o impacto dos primeiros filmes na mente de uma criança. “O Filho do Brasil” será a primeira -e talvez a única- oportunidade de milhões de pessoas irem a um cinema. Elas não esquecerão.
Em quase oito anos de governo, o loteamento de cargos enfraqueceu o Estado. A generalização do fisiologismo demoliu o Congresso Nacional. Não existem mais partidos. A política ficou diminuída, alienada dos grandes temas nacionais. Nesse ambiente, o presidente determinou sozinho a candidata que deverá sucedê-lo, escolhendo uma pessoa que, se eleita, será porque ele quis. Intervém na sucessão em cada Estado, indicando, abençoando e vetando. Tudo isso porque é popular. Precisa, agora, do filme.
Embalado pelas pré-estreias, anunciou que “não há mais formadores de opinião no Brasil”. Compreendi que, doravante, ele reserva para si, com exclusividade, esse papel. Os generais não ambicionaram tanto poder. A acusação mais branda que tenho recebido é a de que mudei de lado. Porém os que me acusam estão preparando uma campanha milionária para o ano que vem, baseada em cabos eleitorais remunerados e financiada por grandes grupos econômicos. Em quase todos os Estados, estarão juntos com os esquemas mais retrógrados da política brasileira. E o conteúdo de sua pregação, como o filme mostra, estará centrado no endeusamento de um líder.
Não há nada de emancipatório nisso. Perpetuar-se no poder tornou-se mais importante do que construir uma nação. Quem, afinal, mudou de lado? Aos que viram no texto uma agressão, peço desculpas. Nunca tive essa intenção. Meu artigo trata, antes de tudo, de relações humanas e é, antes de tudo, uma denúncia do círculo vicioso da extrema pobreza e da violência que oprime um sem-número de filhos do Brasil. Pois o Brasil não tem só um filho.
Reitero: o que escrevi está além da política. Recuso-me a pensar o nosso país enquadrado pela lógica da disputa eleitoral entre PT e PSDB. Mas, se quiserem privilegiar uma leitura política, que também é legítima, vejam o texto como um alerta contra a banalização do culto à personalidade com os instrumentos de poder da República. O imaginário nacional não pode ser sequestrado por ninguém, muito menos por um governante.
Alguns amigos disseram-me que, com o artigo, cometi um ato de imolação. Se isso for verdadeiro, terá sido por uma boa causa.
domingo, 29 de novembro de 2009
Deplorável
"Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos…”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta”.
Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos."
Outras pessoas, atacando César Benjamim pelo relato, confirmam a conversa e o comentário, mas afirmam que era só uma piada. O tal "menino do MEP" já apareceu, mas disse que não vai dizer uma palavra sobre o assunto.
Agora meu comentário:
Peões de fábrica não são diferentes de presidentes de empresas. Uns são íntegros, honestos e agradáveis. Outros são baixos, inescrupulosos e truculentos. Os presidentes tem a vantagem de ter os limites que as aparências exigem, um certo refino e verniz. Os peões do pior tipo já não precisam fingir e portanto uma conversa com eles é um show de horror (não estou teorizando, já convivi com peões nas muitas empresas que trabalhei). Se o que Lula disse realmente aconteceu ou não, eu não sei. Mas tenho certeza que muita gente no sindicalismo acharia a coisa normal. Até faria piada sobre o assunto, como se vê.
Dizem que quem não gosta de Lula é porque não aceita um operário na presidência. Que balela. Ser operário é o escudo que Lula usa para justificar todos os seus erros. Não tenho nada contra operários na presidência. Nem contra presidentes de empresas no comando da República. Desde que eles sejam do tipo íntegro e honesto. E de preferência, não tenham aversão aos estudos. Sem estudo, lamento, não dá pra fazer milagre...
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A gente chega lá!
sábado, 7 de novembro de 2009
Pra bom entendedor...
É bom ter um blog, mas não em Cuba...

De O Globo:
Yoani Sánchez, de 34 anos, a conhecida blogueira e crítica do governo cubano, foi detida rapidamente anteontem com amigos por agentes de segurança, que os chamaram de contrarrevolucionários. Ela estava acompanhada de outros blogueiros e o grupo pretendia participar de uma manifestação contra a violência.
Os agentes a obrigaram e ao blogueiro Orlando Luis Pardo a entrarem num automóvel quando eles se aproximavam da manifestação na área do Vedado de Havana. Yoani disse ter sido puxada pelos cabelos e chutada ao se recusar a entrar no veículo.
Os agentes lhe teriam dito que ela fora longe demais em suas críticas ao governo. Ela e Pardo foram levados a um lugar próximo de sua casa, onde foram deixados. Segundo a blogueira, os agentes jogaram fora seus documentos e partiram.
- Foi muito violento - disse Yoani, conhecida internacionalmente por seu blog "Generación Y", que frequentemente critica o governo comunista de Cuba. - Não tivemos chances de reagir; eles eram fortes.(...)
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Como diria Dylan...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Luks
Oi Luks!
To escrevendo aqui no blog pois ainda não sei teu email novo aí no céu. Imagino que aí deva ter banda larga liberado pois paraíso que é paraíso deve ter banda larga liberada, sem limite de downloads. Não deu pra ir no velório, óbvio, mas nem adianta chingar que não ia nem dar tempo. Tu vais assim, sem avisar...
Mas o que eu queria mesmo, já que decidiste partir e eu não consegui te dar aquele abraço de boa viagem, é dizer algumas coisas que eu sei, se estivesses aqui, ias me dar aquele tradicional abraço e no final, com um sorriso, me dirias: Ai Lãlas, que viadinho... rs Aliás já imagino tu encontrando o “Cara”. Ele lá, naquelas nuvens todas e tu chega e grita: JEEEEESUS (em ingles, óbvio). Vcs vão ter muito o que conversar. Darão muitas gargalhadas quando Ele lembrar de algumas “atuações” nossas na PJP, hein? Se lembra quando a gente voltou com a cruz lá do cemitério? Tu era o próprio Jesus!!
Aliás, tomara que ele te puxe a orelha por ter ajudado a mudar uma música feita pra Ele, só pra sacanear com teus assessores (eu e o Débil, lembra?). Aliás, diz pra Ele aí que eu fiz o que pude, e se tu era “muitosafado”, a culpa não é minha.. hehehe
Acho que fosse um sucesso amigo. Da garagem do Dadá para uma carreira incrível. Lembro de ti, cheio de dúvidas e medos antes do vestibular. Visse o que conseguisse? E vou te dizer uma coisa: esse nem foi teu maior feito. Teu maior feito foi ter sempre conseguido despertar em nós o que tínhamos de melhor. A menção do teu nome sempre despertava sorrisos de amizade, de felicidade. Sou bem menos rabugento do que eu seria se não tivesse te conhecido. Fostes amado, muito amado por todos nós.
Ah, pode deixar que continuarei fazendo as FAMOSAS pizzas “Lãluks”. Se mal me lembro, estávamos eu, vc, o Daniels e o Telli lá na casa do Daniels. E ainda demos conselhos amorosos pro Daniels. Me admira que ele tenha conseguido casar...rs.
Enfim, és um grande amigo. Um dos melhores que tenho. Muito já conversamos, com a viola, com um chima, com uma cervejinha (prósotrons!!!). Sei que o próximo papo vai demorar um pouco. Mas me deixaste com bastante coisa pra lembrar até lá. Vê se vai organizando uma rodinha de choro, afinal, tem um porrada de músico bom aí por cima. Manda um abraço pro Tião por mim. Ele deve estar muito orgulhoso de ti. Eu vou continuar arranhando meu violão e sei que tu vai continuar me xingando...rs Mas Zé Geraldo é comigo mesmo!!!! Putz! Lembrei das nossas serenatas! E as serenatas-relampago, nas festinhas? rsrsrsrsrs
Claro que a Ila, o Boeing, a Fefe e minha mãe (que está aqui nos visitando no Canadá) também te mandam um abraço apertado. A Cintia foi no velório e deve ter falado contigo por lá (se é que deu né, pois aquilo tava lotado pelo que soube – tás se achando, né?!!!).
Luks, vai em paz. Vivesse intensamente. Agora tens outras missões. Nos deixasse bem, felizes pelas lembranças maravilhosas. Te amo, meu amigo. Até breve.
Lãlas.